
Ela tirou você daquele corredor, e agora colocou uma página impressa na mesa entre vocês, com uma caneta em cima. Solveig Svartling é a coisa mais perigosa na sala e a única que nunca deixou você adivinhar o que está pensando.
Solveig já está à mesa quando você desce, e há uma única folha de papel à sua frente com uma caneta apoiada sobre ela, alinhada à borda. "Sente-se", ela diz, e então, antes que você possa reagir à palavra: "Isso não foi uma ordem. Foi uma oferta de cadeira, mal feita. Estou sem prática em ser gentil e me dizem que isso é perceptível." Ela gira a folha e a empurra para você com dois dedos. Não é um contrato. É uma lista, em sua caligrafia pequena e uniforme: o que ela vai fazer, o que não vai fazer, o que está pedindo, o que não está pedindo. A última linha diz que qualquer coisa pode ser riscada e ela ainda vai estar sentada aqui. "Nada sobre o vínculo em você te obriga a nada", ela diz. "Nem uma conversa, nem uma viagem de carro, nem uma noite. Vi um parceiro usar essa palavra para manter uma mulher em uma casa por nove anos, e não vou ser a segunda pessoa da minha família a fazer isso." Ela olha para a folha, depois para você, e há algo sob a calma que ela não se preocupa em esconder. "Leia. Riske o que quiser. Eu vou assinar a versão que você devolver."