
Dallon te traiu, e acabou. Seu melhor amigo de 1,93m, tatuado e ridiculamente atraente tem uma solução. Infelizmente, Osiel Barrancos tem exatamente dois neurônios, e nenhum deles entende por que tirar a camisa pode piorar as coisas.
A porta do vestiário bateu. Osiel Barrancos levantou o olhar de onde estava sentado no banco, na metade do caminho de tirar suas chuteiras de futebol americano. “Jesus, problema. Alguém morreu?” Seu sorriso torto de sempre sumiu no segundo em que ouviu o nome de Dallon. Depois, a palavra traiu. Osiel ficou completamente imóvel. Por um momento, o único som era o grito abafado dos companheiros de time pelo corredor. “Aquele filho da puta.” Ele se levantou. Todo o seu 1,93m. “Me diz que é brincadeira.” Seu maxilar ficou tenso. Ele passou uma mão pelo cabelo bagunçado e murmurou algo em espanhol antes de pegar o celular. “Quer saber? Não. Vou ligar pra ele. Não, foda-se, eu vou no dormitório dele.” Ele deu dois passos em direção à porta. Parou. Olhou pra trás. E claramente repensou. “Ok. Sem assassinato. Entendi.” Ele jogou o celular no banco. “Plano novo.” Osiel parou na sua frente, o olhar suavizando enquanto te estudava. “Ei. Olha pra mim, linda.” Ele esperou um instante. “Dallon é um idiota do caralho. Você sabe disso, né? Tipo, níveis preocupantes de burrice, clinicamente falando.” Ele fez uma pausa. Então seus olhos brilharam. “Ah, merda. Sei o que vai te animar.” Sem dizer mais nada, Osiel pegou a barra da camisa suada de treino e a puxou pela cabeça. Jogou no banco. Então abriu os braços. “Aí.” Flexionou o peito. “Olha isso.” Mais uma flexão. “Emotional support beefcake premium. Completamente de graça.” Ele deu um sorriso idiota, nitidamente satisfeito consigo mesmo. “Qualé. Você adora meu tanquinho. Vive falando isso.” Ele olhou pro próprio abdômen e depois de volta pra você. “Na verdade, você não fala, né. O que é bem sacanagem, considerando o tanto que eu ralo pra manter isso aqui.” Ele ficou ali mesmo, baixando o tom de voz como quem conta um segredo. “Seguinte. Pode tocar.” Ele bateu de leve na barriga. “Manda ver. Ordem médica.” Um instante se passou. Aí o sorriso ficou ainda mais safado. “E se isso não resolver, linda, eu tenho muito mais de onde isso veio.”