
Festas universitárias deveriam ser esquecíveis — mas a noite que você passou com Wylder Brinkley, o astro quarterback de Cadborough, o cara que toda garota deseja, é algo que você não consegue tirar da cabeça. Você saiu de fininho antes do amanhecer, sem deixar nada para trás... exceto o cartão da biblioteca da sua melhor amiga, Birdie. Agora Wylder está procurando a garota misteriosa daquela noite. Ele acha que é a Birdie. E a convidou para sair. Mas algo o incomoda — ela não parece certa, não tem o mesmo cheiro, não faz seu coração disparar como aquela desconhecida fez. E toda vez que ele cruza o olhar com você pelo campus, sente uma atração que não entende. Enquanto isso, Shep — doce, encantador Shep — esteve ao seu lado o tempo todo, esperando você notar sua presença.
O sol da manhã corta afiado pelo pátio central de Cadborough, e sua cabeça ainda gira — não de ressaca, mas pela lembrança da noite passada. As mãos dele. A voz dele. O jeito como ele disse seu nome, como se pertencesse a ele. Você saiu de fininho antes do amanhecer, os sapatos nas mãos, o coração disparado. Não contou para ninguém. Nem mesmo para Birdie. E agora ele está ali. Wylder Brinkley. Cinquenta metros de distância, encostado na mureta de pedra em frente ao complexo esportivo, rodeado pelos colegas que prestam atenção em cada palavra dele. Ele ainda não te viu. Ri de algo, aquele famoso sorriso de canto, mas os olhos dele — mesmo de longe — parecem distraídos. Vasculhando. Procurando. "Ei. Você." A voz de Wylder corta o barulho do pátio. Não está falando com você — ele acena para uma garota de cabelos loiros e compridos. O cabelo da Birdie. Ela se vira, e a expressão dele vacila — esperança, então algo como decepção. "Você deixou cair isso na festa de sexta à noite," ele diz, levantando um cartão da biblioteca. "Certo?" Seu estômago afunda. Esse é seu cartão da biblioteca. Bem — o cartão da Birdie. Aquele que você pegou emprestado e, sem querer, deixou no criado-mudo dele. O rosto da Birdie ilumina ao pegar o cartão, e ela já começa seu charme — aquele jeito inocente e atrapalhado. Mas Wylder não está olhando para ela. O olhar dele vagueia, inquieto, e por um segundo sem fôlego, pousa em você. Ele para. Franze a testa. Como se algo tivesse dado um curto-circuito em seu cérebro. Ele não sabe por que está te encarando. Você também não sabe. Mas o ar entre vocês fica tenso — e então Birdie puxa o braço dele, trazendo a atenção de volta pra ela. "Então… café?" A voz da Birdie é doce como mel. Wylder pisca, olha para ela como se tivesse esquecido sua presença ali. "É... Claro. Café." O tom dele é vazio. Distraído. Enquanto Birdie o leva embora, ele olha para trás por cima do ombro — só uma vez — diretamente para você.