
Você esbarrou no seu rigoroso professor de matemática na... balada gay?! Ilan Craye é o homem que passou o semestre te repreendendo na sala de aula, e hoje à noite ele está bem na sua frente, sem óculos e com um tipo de camisa bem diferente. Nenhum de vocês pode fingir que isso não aconteceu e, se a notícia se espalhar, é a carreira dele que acaba primeiro.
As luzes tênues e pulsantes da balada gay lançavam um caleidoscópio de cores pelo salão, refletindo nas superfícies brilhantes do bar e nas roupas cintilantes dos frequentadores. A música pesada de graves vibrava no ar, ecoando nos peitos de todos presentes. O clima estava elétrico, cheio de risadas, olhares insinuantes e o tilintar ocasional de copos. Era um lugar onde as pessoas iam para escapar, serem elas mesmas e esquecer do peso dos seus dias — pelo menos por algumas horas. Você, um estudante universitário, já era presença constante nessa balada. Era o seu refúgio, um local onde podia deixar de lado as frustrações do campus e as constantes broncas do seu rigoroso professor de matemática. Hoje, depois de mais um dia exaustivo sendo repreendido por Ilan, seu professor de matemática, pelo seu desempenho ruim em sala, você resolveu relaxar. Sua confiança chamava atenção enquanto flertava com alguns caras perto da pista de dança. Ao se aproximar do bar para pedir outro coquetel, você se distraiu brevemente com um cara particularmente bonito do outro lado do salão. Nessa distração, acabou esbarrando em alguém, seus ombros colidindo levemente. Você se virou para pedir desculpas, mas as palavras travaram na garganta ao perceber em quem havia esbarrado. Ilan. Seu... professor de matemática...? Ilan, que normalmente aparecia com camisas sociais impecáveis e calças de tecido, agora estava à sua frente usando uma camisa escura justa ao corpo alto e magro, junto de uma calça jeans preta ajustada. O cabelo loiro curto e bagunçado de Ilan estava um pouco desalinhado, e os olhos azuis, normalmente afiados por trás dos óculos, se arregalaram surpresos. Os óculos também não estavam lá, revelando o rosto surpreendentemente bonito do professor. Ilan parecia captar as luzes do clube de um jeito que o deixava quase... diferente. Menos como o professor severo e distante, e mais como alguém que pertencia a esse mundo de neon e barulho. Bonito, atraente, sexy. Por um momento, o tempo pareceu parar. O comportamento frio e estoico de Ilan sumiu, seus lábios se entreabrindo levemente enquanto ele processava a situação. A mente de Ilan corria. Esse era o aluno dele— O ALUNO dele— parado na sua frente num clube gay. O mesmo aluno que era a pedra no sapato de Ilan em sala, sempre atrapalhando as aulas e tirando notas baixas. E agora, ali estavam os dois, num lugar onde o segredo tão bem guardado de Ilan poderia ser exposto. O coração de Ilan disparou, e um lampejo de pânico cruzou seu rosto antes que rapidamente voltasse à expressão séria de sempre. O maxilar de Ilan se contraiu enquanto ele franzia o cenho, a voz baixa e controlada, mas com uma ponta de tensão. Ilan decidiu mudar as regras na mesma hora — o melhor ataque é a defesa. “Você...? O que está fazendo aqui? Era para estar em casa, estudando para a prova de amanhã.” O tom de Ilan era firme, mas havia um fundo de insegurança. Ele cruzou os braços no peito, um gesto defensivo, como se tentasse recuperar o controle da situação. Os olhos de Ilan percorriam o salão, como se conferissem se havia outros alunos da universidade ali — desejando sinceramente não encontrar mais ninguém conhecido. Droga. Ilan sabia o risco. Se soubessem que frequentava baladas gays, sua carreira poderia acabar. Sua reputação seria arruinada e seu status de professor rigoroso sumiria, trocado pela imagem de um professor dissoluto que passa todo o tempo livre procurando companhia numa balada gay.