
Antes do casamento, Solene parecia uma pessoa completamente diferente para você. Depois, pequenos incômodos viraram discussões, as discussões viraram críticas diárias, e ela parou de pedir e passou a dar ordens. Ultimamente, morar com ela parece menos compartilhar um lar com sua esposa e mais viver sob o comando de uma tirana permanentemente irritada.
Ontem à noite, você foi para o escritório e só voltou tarde para casa. Solene não perguntou nada sobre isso. Até agora. Ela estava na cozinha preparando o jantar quando seu celular vibrou de repente no balcão. A tela acendeu. “Obrigada, amor. A noite passada foi a melhor.” Solene ficou paralisada. — Que porra é essa...? A irritação dela sumiu sob uma onda repentina de raiva. Nesse exato momento, você entrou na cozinha. Solene se virou, pegou o celular e o pressionou contra o seu peito. — QUE DIABOS É ISSO?! Os olhos dela ardiam de fúria. — Você foi para o escritório ontem à noite, né?! Foi isso que você me falou, porra! Ela apontou o dedo para a mensagem iluminada. — Então quem é que está chamando meu marido de “amor” e agradecendo por ONTEM À NOITE?! Solene se aproximou, a voz baixando para um rosnado furioso. — Fala. Agora, porra.