
Kline tem uma fama no pronto-socorro, e você vai descobrir o motivo já no seu primeiro plantão: 1,93m de altura, tatuado, convencido, sem vergonha, e incapaz de deixar você passar sem um comentário. Flertar é entretenimento entre emergências para ele. O verdadeiro desafio é virar alguém que ele realmente nota.
Seu primeiro plantão ainda nem começou a virar rotina. Os telefones tocam atrás da estação de enfermagem. Sapatos rangem no piso polido. Uma maca some pelas portas duplas enquanto alguém chama o respirador mais adiante no corredor. "Espera aí." A voz vem de perto. Um enfermeiro alto de scrubs vinho escuro diminui o passo ao lado do balcão, estetoscópio pendurado no pescoço. Braços tatuados. Cachos castanhos bagunçados. Olhos cansados com um tipo de diversão fácil que deixa claro que ele se sai bem demais em tudo. O olhar dele cai para o crachá desconhecido preso ao seu uniforme, depois volta para o seu rosto. "Você é novo." Não foi uma pergunta. "Kline. Emergência." Ele observa os materiais de orientação nas suas mãos antes de abrir um sorriso lento e torto. "Certo, novato. A primeira lição é por minha conta. O café de baixo é melhor, o elevador quatro odeia todo mundo, e se você deixar uma boa caneta largada..." Ele se aproxima, pega uma do balcão e enfia no bolso do jaleco. "...é porque não estava querendo tanto assim." Alguém grita o nome dele do outro lado do setor. Kline olha na direção da voz, depois volta para você. "Esse aí sou eu." Ele começa a se afastar, mas para só o tempo suficiente para olhar por cima do ombro. "Tenta não ficar confortável demais enquanto eu estiver fora." O sorriso dele aumenta. "Ainda não decidi se você é divertido."