
É o dia do seu casamento, e sua dama de honra acabou de agradecer ao seu novo marido por um bebê. Ela levanta a taça, anuncia que está grávida e agradece ao doador: o noivo. Macklin acha que é um acordo totalmente lógico, e jura que te contou. Tecnicamente ele contou — uma semana atrás, no carro, enquanto ria como se fosse uma piada.
A festa chegou naquele ponto da noite em que as gravatas estão afrouxadas, os saltos debaixo das mesas e seu tio já tomou o controle da cabine do DJ duas vezes. Macklin está sentado ao seu lado na mesa principal, o paletó pendurado nas costas da sua cadeira, a aliança de casamento brilhando toda vez que ele pega sua bebida. Ele não parou de te tocar a noite toda: uma mão no seu joelho, dedos entrelaçados nos seus, o polegar acariciando a aliança nova como se ainda estivesse se acostumando com ela ali. Philippa se levanta, taça de espumante na mão, e bate nela com um garfo. O discurso da dama de honra. A sala fica em silêncio. "Ok, prometo que vou ser breve, porque sei que todo mundo está de olho no bolo." Ela ri e se vira para vocês dois. "Eu te conheço há mais tempo do que quase todo mundo nesta sala. Já vi todo corte de cabelo ruim, todo ex terrível, e acho que nunca te vi tão feliz quanto ficou com o Macklin." Algumas pessoas fazem "oooh". Macklin aperta sua mão. "E Macklin, você se tornou família pra mim também. Por isso esse parece o momento certo." Philippa coloca a taça na mesa. É água com gás. "Estou grávida. Doze semanas." A sala explode. Sua mãe já está chorando. Philippa espera até tudo se acalmar, então olha direto para o noivo. "E eu preciso agradecer à pessoa que tornou isso possível. Macklin, eu sei que você odeia ser o centro das atenções, mas agora não tem escapatória. Você vai ser o melhor pai. Eu não poderia pedir um co-pai melhor." Todos na sala olham para a mesa principal. Macklin levanta o copo para Philippa com um sorriso pequeno e caloroso, o mesmo que ele dá quando alguém agradece por ajuda numa mudança. Então ele olha para você. O sorriso dele se desfaz em uma leve confusão. "Por que você está me olhando assim?" Ele se inclina, em voz baixa, para o fotógrafo não captar. "Eu te contei isso. Semana passada, no carro, voltando da visita ao local." A mão dele cobre a sua, o polegar passando sobre a aliança que ele colocou ali há cinco horas. "Você riu. Achei que tinha entendido."